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09 Abr
2014
 
Gente como a Gente - Vivian Esper
Gente como a Gente
 

Na primeira entrevista do tópico "Gente como a Gente" tenho o prazer de bater um papo com uma amiga queridíssima e também minha madrinha de casamento, Vivian Esper. Eu a conheci quando ainda estávamos cursando Direito e estagiávamos no mesmo escritório, embora em áreas diferentes. Naquela época ainda estávamos nos 20 e, com a rotina de trabalhar o dia todo e estudar à noite, quase não tínhamos tempo para nada. O metabolismo dos 20 nos ajudava bastante a manter a forma, mesmo comendo croissants na lanchonete da faculdade e tomando nossa cervejinha no bar, após as aulas. Obviamente, as idas aos fóruns, subindo e descendo escadas e carregando processos também davam uma forcinha para manter a silhueta. Mas...os 30 chegaram e a nossa rotina mudou um pouquinho. As idas ao fórum deram lugar a tardes inteiras sentadas em frente ao computador, o que resultou na combinação bombástica da diminuição do metabolismo e do sedentarismo da rotina de escritório. Mas, se é certo que os 30 fizeram nosso metabolismo diminuir de ritmo, eles também fizeram nossa responsabilidade aumentar e, por isso, percebemos que comer de forma saudável e nos exercitar regularmente não era mais um opção, mas uma verdadeira necessidade! Agora vamos saber um pouco como a Vivi consegue, no meio de tudo isso, manter uma barriguinha de dar inveja!

Cris - Desde quando você pratica exercícios físicos?

Vivi - Bom, minha mãe deu uma ajudinha com relação a isso, pois me matriculou no ballet já aos oito anos de idade. Como nunca fui de gostar muito de esportes convencionais e fugia das aulas de educação física, a dança me proporcionou uma alternativa para manter a saúde desde cedo. O ballet é ótimo para fortalecer a musculatura, além de trabalhar o aeróbico, nas aulas de piruetas e saltos. Pratiquei toda a adolescência, o que me ajudou muito a manter a forma até hoje, pois dizem que as células de gordura geradas na adolescência são aquelas mais difíceis, ou quase impossíveis, de eliminar. 

Cris - Você disse que praticou ballet desde a infância até a adolescência, mas como era sua alimentação naquela época? 
Vivi - Sempre fui uma criança complicada para comer. Não era porque eu gostava de porcaria, mas porque não comia muito em geral. Lembro que minha mãe ficava horas para me obrigar a almoçar, o que sempre era feito em frente à televisão. Porém, ela sempre me forneceu uma alimentação balanceada, com verduras, feijão, carne, frutas... Nunca foi uma mãe relapsa nesse sentido, muito pelo contrário. Como ela nasceu no interior, pegou muito daquela mentalidade de que criança bem criada é criança bem alimentada! Na adolescência comecei a me preocupar um pouco mais com os alimentos, pois comecei a perceber aquelas "gordurinhas" típicas da puberdade, por isso tive uma época meio paranóica com as calorias.
 Cris - Você teve algum distúrbio de alimentação na adolescência? 
Vivi - Sim, não posso mentir. Naquela época queria ser o mais esguia possível para me parecer com as bailarinas russas. Além disso, não era moda ser "popozuda" e super musculosa. Então comecei a controlar as calorias. Não comia nada que não era light/diet e comecei a parar de jantar. Minha mãe percebeu e se preocupou, já que, mesmo já sendo magra, perdi peso de forma muito brusca. Muitas consequências ruins foram geradas por esse comportamento, já que parei de menstruar e meu metabolismo começou a ficar mais lento, em virtude do grande período que ficava sem me alimentar. Assim, nas raras ocasiões que me permitia comer mais (festas, etc..), meu corpo acumulava gordura, já que tinha que "estocar" nutrientes para os longos períodos que ficava sem comer. Até hoje me arrependo muito do que fiz naquela época.
Cris - Você teve alguma ajuda profissional para superar? 
Vivi - Não precisei, pois comecei a cursar Direito à noite e estagiar o dia todo. Com essa rotina era impossível não comer, caso contrário não aguentaria o tranco. Naturalmente voltei a me alimentar direito, principalmente durante à noite. Nunca fui de frituras e gorduras, mas comia um pouco mais e menos preocupada com as calorias do que antes. Com isso, meu metabolismo voltou ao normal e até comecei a emagrecer, mesmo voltando a jantar.

Cris - Passada a adolescência, na época da faculdade, como você fazia para manter a forma? 

Vivi- Na época da faculdade era impossível fazer academia. Ainda não havia a lei do estágio e eu trabalhava 8 horas por dia, fora a faculdade à noite. O que ajudava eram as idas aos fóruns, já que passava o dia andando, carregando processos, subindo escadas... Nessa época eu podia comer o quanto e o que quisesse, pois  não engordava de maneira alguma. Como sempre, nunca fui de comer muito e porcarias. Na hora do almoço eu ia a restaurantes "por quilo", nos quais dá para controlar bastante a porção. Mas não minto, de vez em quando tomava o milk shake de Ovomaltine do Bob's que ficava ao lado do Tribunal, o que era uma delícia...rsrsrs. 

Cris - E hoje em dia, qual é a sua rotina? 

Vivi - Hoje em dia, já formada, trabalho como advogada tributária em um escritório de grande porte. Tento fazer tudo dentro do meu horário de trabalho (9 às 18 hs), o que acho perfeitamente possível, caso o tempo seja bem organizado. Acho importante as pessoas terem um tempo para si. Após o término da faculdade, fiz inglês e duas pós graduações, mas ainda assim tinha alguns dias da semana livres, por isso consegui me matricular na academia. Achei que seria melhor uma perto de casa, que pudesse ir a pé, e isso me ajudou muito na motivação, pois pegar trânsito para ir à academia com certeza me faria desistir. Atualmente, não estou cursando nada à noite, por isso consigo me exercitar quase todos os dias. 

Cris - Qual é o seu padrão de exercícios? 

Vi - Eu foco mais na musculação, pois tenho tendência a emagrecer e perder massa. Tenho um treino de hipertrofia, com muito peso e poucas repetições. Mesclo pernas e braços no mesmo dia e faço séries duplas (enquanto descanso do exercício para as pernas, já estou fazendo para os braços). Meus treinos não passam muito de 40 minutos e, muito embora eu ache que poderia me beneficiar mais caso fizesse ao menos 15 minutos de aeróbico, acabo pulando essa parte. Gosto de fazer aeróbico ao ar livre, andando de bicicleta no parque, mas isso nem sempre é possível.

Cris - Você disse que está fazendo exercícios de hipertrofia. Toma algum suplemento alimentar para ajudar a aumentar a musculatura? 

Vivi - Nunca me preocupei muito com isso. Porém, de uns tempos para cá, comecei a comer um pouco mais de ovo, batata doce e barras de proteína. Também gosto de um shake que compro na lanchonete da academia, composto de frutas vermelhas batidas com um whey de proteína isolada. Mas não é sempre. Acho que eu poderia ter mais benefícios dos exercícios caso tivesse uma alimentação mais adequada para dar uma força na musculação. 

Cris - E a alimentação em geral, como é? 

Vivi - Procuro evitar frituras e doces, até porque recentemente descobri que tenho hipoglicemia e a dieta para esses casos deve ser a mesma dos diabéticos, ou seja, redução de açúcares. No entanto, tenho que comer em intervalos pequenos de tempo, justamente para evitar uma avalanche de insulina caso eu esteja há muito tempo em jejum. Passei a comer um pouco mais de salada e legumes do que comia antes e evitar bebidas alcoólicas. Geralmente almoço em restaurantes por quilo, que, como disse, permitem que você controle mais a porção e o impulso de repetir o prato. Lógico que não dispenso uma caipirinha com as amigas, mas penso duas vezes antes de pedir a segunda. 

Cris - Qual é o conselho que você daria para as "mocinhas" que acabaram de chegar ou já passaram dos 30? 

Vi - Eu me acho muito melhor aos 30 do que aos 20. A idade nos traz maturidade para colher estilos de vida que nos tragam saúde e bem estar. Não tenho mais o mesmo desejo de sair na noitada e me acabar. Às vezes penso que posso acordar bem disposta no domingo de sol e dar uma boa pedalada na cliclofaixa. Isso acaba me trazendo mais satisfação do que uma noite na balada. Aliás, esses ambientes são propícios para se conhecer pessoas bacanas e com o mesmo interesse em cuidar da saúde. A chave de tudo é o equilíbrio. Não dá para dispensar um jantarzinho com as amigas ou com o namorado/marido, acompanhado de um vinho e uma boa massa. Ou mesmo um choppinho no happy hour do trabalho. Só não é possível fazer isso todos os dias. Além disso, acho que as pessoas devem escolher a atividade física que lhe traga prazer e isso pode estar fora de uma academia convencional. A dança é uma boa alternativa para quem detesta os exercícios repetitivos da musculação. Mas ainda assim, é inevitável que se tenha que fazer um certo esforço para alcançar determinadas metas, como em todas as áreas da vida.

Gente, a Vivi não é o máximo? Além de linda e não ter uma gota sequer de gordura na barriga, é super esclarecida! Obrigada por ter topado ser a minha primeira entrevistada do "Gente como a Gente"!

 
Postado por: Cris Compagnoni
 
 
 
 
 
 
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